Notícias da Caminhada – O que é romper o silêncio?

Quando falamos em “Romper o silêncio” não queremos apenas incentivar as vítimas de violência doméstica a contar o que aconteceu, mas a lutar contra as consequências do abuso e – caso ele ainda esteja acontecendo – evitar que aconteça novamente. O Projeto Raabe é a força que faltava para lhe ajudar a se reerguer e lutar contra esse mal. É a amiga que você esperava para lhe ouvir, lhe orientar pelo melhor caminho para buscar seus direitos e reconstruir seu coração.

Há uma saída, há uma esperança! Muitas mulheres já tiveram suas vidas transformadas, e você também pode ser uma delas, basta dar o primeiro passo e unir-se a nós. Muitas mulheres fizeram isso pela primeira vez no sábado, e várias outras que já estavam sendo ajudadas vieram não apenas para prestigiar um evento, mas para receber mais do que temos oferecido nesses doze meses. Outras pessoas vieram doar seu tempo, seus ouvidos, seu trabalho, seu conhecimento e seu amor.

Para ajudar nessa conscientização, a II Caminhada Rompendo o Silêncio contou com importantes palestras de autoridades ligadas ao tema da violência doméstica, que têm apoiado a iniciativa do Projeto Raabe na luta por essa causa. Em Belém do Pará, Alessandra Jorge, Delegada de Atendimento à Mulher, falou sobre os inúmeros casos de mulheres que sofrem violência familiar e a necessidade de informá-las a respeito de seus direitos e dar-lhes o apoio necessário para ir até o fim.

Em Rio Branco, no Acre, Glicélia Viana, esposa do prefeito eleito Marcos Alexandre, fez questão de comparecer ao evento, que também contou com a palestra da delegada Lúcia Jaccoud, que destacou a importância da ação social do Projeto Raabe. Em Salvador, na Bahia, a palestrante foi a delegada Isabel Alice, que trabalhou como titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) por 12 anos, até 2008, e conhece muito bem a realidade desse tema.

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tivemos a presença da Dra. Fernanda Felix Carvalho Mendes, delegada  da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher, de Tai Loshi, Coordenadora Especial de políticas públicas para a mulher, e Ariza Catarina de Albuquerque, coordenadora do Centro de Atendimento a Mulher – CEAM.

 Após o evento, profissionais e voluntárias oferecerem atendimento gratuito a mulheres como B.L., que resolveu pedir ajuda após ver propagandas do Projeto Raabe em Campo Grande. No dia anterior, ela registrou um boletim de ocorrência contra o marido, que a agredira. B. mostrou as marcas em seu corpo. A crueldade foi tanta que o marido teve preferência por agredi-la em locais de cicatrizes de cirurgia. Estimulada pelo evento, B. resolveu buscar apoio no Projeto Raabe e agora sabe que não está mais sozinha.

Nosso salário é ver mulheres como B. transformarem o presente de agressões, violência, ameaças, mágoas e tristezas em passado, e superarem esse passado, transformando em experiência para ajudar novas Raabes que buscam no Projeto a ajuda que faltava.

Vanessa Lampert

Clique aqui para ver as fotos do evento em Mato Grosso do Sul, Acre, Bahia, Pará e Paraná.

Fotos da Caminhada – Acre, Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul e Paraná

Veja as fotos do evento nos estados de Mato Grosso do Sul, Acre, Pará e Bahia!

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Caminhada em Curitiba – Paraná

Mesmo abaixo de chuva, cerca de três mil pessoas percorreram as ruas do centro de Curitiba, no Paraná, neste sábado, dia 24 de novembro. A Caminhada Rompendo o Silêncio foi realizada pelo Projeto Raabe com o apoio do grupo Godllywood, em alusão ao Dia Internacional da não violência contra a mulher, comemorado no dia 25 de novembro.

A caminhada tem a finalidade de conscientizar a sociedade contra a violência doméstica, levando as vítimas a romper o silêncio, denunciando seus agressores.

 Após a caminhada foram realizadas palestras sobre a Violência Contra a Mulher, detalhando mecanismos de prevenção e combate, buscando mostrar para todas as famílias curitibanas o caminho da não violência. Profissionais como advogados, assistentes sociais e psicólogas também aderiram à campanha e prestaram consultoria para todas as mulheres presentes.

Estiveram presentes autoridades como Elizabeth Maia, presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina; Delegada da Delegacia da Mulher, Dra. Araci Costa; Defensora Pública do Estado do Paraná, Dra. Elaine Oshima. O evento também contou com a presença do Prefeito eleito, Gustavo Fruet, do Deputado estadual Edson Praczyk e o vereador Valdemir Soares.

Durante o trajeto, as pessoas que passavam na rua se solidarizaram com a causa e se manifestavam através de acenos e buzinas. Algumas nos paravam para pedir ajuda, pois conheciam pessoas que estavam passando por violência doméstica. Também foi realizado um minuto de silêncio em frente à Santa Casa em protesto pelas vítimas da violência doméstica em todo o Estado do Paraná.

 A vendedora Sandra Maria Alves Trindade, 45 anos, conta que para ela a passeata foi o grito que explodiu: “Com certeza o objetivo do evento se cumpriu, o silêncio já foi rompido e as mulheres precisam agora de coragem para continuar lutando”.

O Rompendo o Silêncio em Curitiba marcou início de uma mudança. O começo de um novo tempo para as mulheres vítimas de violência doméstica, pois agora elas sabem que não estão mais sozinhas nessa batalha. Muitas pessoas se integraram à passeata, moradores de prédio acenavam e motoristas buzinavam apoiando a causa. A violência doméstica não é mais um grito solitário das mulheres, mas um grito de toda a sociedade

Clique aqui para acessar o vídeo da Caminhada em Curitiba.

 

Alessandra Soares – Projeto Raabe Curitiba.

 

II Caminhada Rompendo o Silêncio!

Um sucesso. Assim podemos resumir, em duas palavras, a segunda edição da Caminhada Rompendo o Silêncio, organizada pelo Projeto Raabe e pelo grupo Godllywood. Uma multidão saiu às ruas para protestar contra a violência doméstica e familiar, nas capitais do Brasil e em diversas cidades do mundo.

 A causa não atrai apenas àquelas que já foram vítimas de violência, mas também a muitas pessoas que entendem a importância de erradicar de nossa sociedade esse problema.

 Uma multidão vestida de preto, representando o luto da sociedade por tantas mulheres maltratadas e mortas. Tantas Mércias, Elizes, Eloás, Brunas, Lianas…tantas crianças abusadas, tantas marcas difíceis de serem apagadas. Mas a multidão em movimento representava também a esperança do avanço nas medidas de proteção às vítimas e na valorização das próprias mulheres.

 O evento também marcou a abertura de novas portas do Projeto Raabe em diversos locais, como Acre, Maranhão, Piauí, Sergipe, Tocantins, Campos dos Goytacazes e zona sul de São Paulo. Em todos os estados e em todos os países em que a Caminhada Rompendo o Silêncio se fez presente, houve um impacto positivo na vida de quem participou.

Seja durante a mobilização pelas ruas, com cartazes, máscaras, balões coloridos ou rosas vermelhas, alertando a população sobre a prevenção da violência; seja durante o evento oficial, com peças de teatro, depoimentos de sobreviventes e palestras de profissionais militantes pelos direitos da mulher; seja no atendimento espiritual, psicológico, jurídico e social que foi oferecido gratuitamente, as participantes receberam ferramentas para dar início a uma nova caminhada: a que as levará à superação e à vitória definitiva.

 Lutar contra a violência doméstica e familiar é lutar pela paz em nossas ruas, em nossas escolas, pois a violência que começa dentro de casa estende-se pela sociedade. A mulher que rompe o silêncio ajuda não apenas a si mesma, mas a seus filhos e a todos nós, direta ou indiretamente.

 A caminhada é um símbolo do que o Projeto Raabe tem feito pelo mundo afora: ajudando a transformar as vítimas em sobreviventes, mostrando que não estão sozinhas nessa batalha, que é de todas nós. O Projeto Raabe agradece a cada voluntária e cada convidado que participou desse belíssimo evento. É o segundo de muitos. Nosso trabalho não termina aqui. Pelo contrário, estamos apenas nos primeiros degraus de uma importante escada.

 Vanessa Lampert

Obs: Tantas coisas memoráveis aconteceram, que será pouco escrever em apenas um texto. Durante a semana colocaremos diversos outros posts a respeito da caminhada, com fotos e notícias. Fiquem ligados!

Raabe e você/ Capítulo 17

E agora vamos entrar de cabeça nas reações emocionais – são tantas!

De nada adianta continuar se não falar de um ponto central que atinge a todas as mulheres – e não falo só das que foram abusadas, não.

 Tem um “palavrão” que deveríamos corar ao pronunciar: “baixa autoestima”, mas essas palavrinhas têm sido tão repetidas que parecem doces como mel na boca de muitas mulheres. Existe uma corrente, uma moda (que parece que veio para ficar) ultimamente, que coloca na “baixa autoestima” a culpa de tudo. Aquilo que não se consegue justificar ou explicar vira fruto de baixa autoestima, já notou?

 Mulheres que se convencem facilmente que têm sua autoestima baixa, não se sentem capazes de fazer nada, não se sentem confiantes em sua aparência, não conquistam no mercado de trabalho, não se realizam na vida amorosa, têm as piores amizades, se sentem o lixo da sociedade e terminam em consultórios de psicólogos e escravas de terapias emocionais, tentando escapar da depressão.

 O antídoto para essa doença que se tornou crônico foi deixado já no primeiro capitulo da Bíblia, mas ainda assim, poucas foram as que acharam a cura desse mal através da Palavra de Deus. Quer ver? Leia em Gênesis 1:26 – fomos criadas à imagem e semelhança de Deus e a nós foi dado domínio – péra lá, fomos criadas à imagem da perfeição e não para sermos criaturas dominadas por complexos e sentimentos.

Nem sempre entendermos a grandeza disso:  se fomos criadas à imagem de Deus, não fomos criadas fracas, feias, incapazes, inadequadas – como nos sentimos. Pois Deus não é assim! Se vivermos de acordo com o que Deus projetou (e isso é fé inteligente) então não existe baixa autoestima, mas se vivermos de acordo com aquilo que sentimos, então vamos continuar nos afundando.

Você tem coragem de olhar para o céu e proferir palavras do tipo: Deus, o Senhor não tem valor, o Senhor não sabe se expressar, o Senhor não sabe se comportar, o Senhor é assim ou assado?

Não! Isso é anátema! Mas porque você tem coragem de falar tudo isso e muito mais para si própria – criação Dele à Sua imagem e Semelhança?

 Esta semana, cada vez que quiser falar algo negativo acerca de si própria, tente falar o mesmo para Deus – se você tiver coragem, vá em frente.

Raabe.

Rio de Janeiro Caminhando em Dia

Voluntárias do projeto Raabe do Rio vão às ruas para convidar vítimas de violência doméstica para a caminhada “Rompendo o Silêncio”. É uma forma de contribuir com o dia Internacional Contra a Violência Doméstica, no qual diversos órgãos se unem para combater a violência doméstica e familiar.

Elenita mão estendida é a responsável pelo grupo no Rio de Janeiro,  tem trabalhado e recebido muitas mulheres no projeto. Deixado uma palavra, indo de encontro à necessidade, e junto ao suporte profissional tirado todas as dúvidas possíveis para que elas se sintam apoiadas e com ânimo para sair do problema.

24 de Novembro é o grande dia e já está chegando. Em todos os estados do Brasil a caminhada “Rompendo o Silêncio” vai fazer a diferença e ajudar ainda mais essa causa que tem abatido tantas vidas.

Não deixem de participar, Todos estão convidados.

INFORMAÇÃO: 9 (5349-0505)