Projeto Raabe e Grupo Ester Visitam Fundação Casa Fenix

               

Em comemoração ao dia das mães um dos grupos de evangelização do Brás convidou o Projeto Raabe para deixar uma mensagem, pois se tratando de violência tudo está contribuindo para abrir os olhos e resgatar a paz dentro dos lares. Dessa vez a visita foi no regime semi-aberto.

Fomos recebidas pela diretora que, junto com uma equipe profissional, trabalha reeducando para ajudar jovens que cometeram delitos. Por ser um regime semi-aberto, eles estudam, trabalham, à noite dormem na fundação e aos fins de semana visitam os pais.

 Fizemos a abertura juntamente com as voluntárias do grupo Ester, uma comunidade de meninas disciplinadas o qual tem participado de trabalhos sociais levando amor e carinho ao próximo. Tiveram oportunidade de conversar com as mães presentes. Falaram sobre o valor da família e a união mãe e filho;  a Dra. Rita (psicóloga voluntária do Raabe) fez uma dinâmica para que as mães com olhos vendados reconhecessem os filhos com o toque de pele. Todas descobriram e receberam um presente do grupo.

A AMC (Associação de Mulheres Cristãs) marcou presença oferecendo uma mesa de salgados e bolos, todos juntos participaram saboreando as iguarias deliciosas.

Uma peça de teatro fez os meninos refletirem, pois um grupo talentoso de jovens marcou esse dia levando a peça “Leilão de uma alma” mostrando como um adolescente pode fazer sua escolha, seja para o bem ou para o mal. No final, o resgate, mostrando o bom caminho a seguir.

O Sr. Geraldo (Cristão) fez uma oração para abençoar todas as famílias, funcionários e pessoas presentes.

Carlinda presenteou as mães com seu livro de poesias “Flor de Jabuticaba” abraçando e deixando uma mensagem para cada uma. Também o livro “A Mulher V” foi enviado.

Projeto Visita Casa Eliana de Grammont

EM 17/05/12, ESTIVEMOS NA CASA ELIANA DE GRAMMONT.  LOGO NA ENTRADA, UM CARTAZ COM O TÍTULO: “VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, NÃO !!!”

O grupo de profissionais do Projeto Raabe foi recebido por MARIA ELISA (Assistente Social) e sua estagiária Luiza.

 A CASA Eliana Grammont é um centro de referência que atende vítimas de violência de vários segmentos. Carlinda fez um resumo sobre o Projeto que age como um suporte de orientação e visitas às delegacias da Mulher para convidá-las as reuniões.

Elisa relata que a Casa Eliana de Grammont é fruto de um movimento Paulista Brasileiro. Na década de 70 o movimento feminista foi forte e conseguiu fazer uma pressão no judiciário (caso Leila Diniz, etc).

As amigas que já davam suportes às mulheres, observaram que não existia um poder publico para agilizar e atender os casos imediatos.

Na gestão da prefeita Erundina, ganhou força a favor das mulheres ( se declarou que não pensou em uma política específica, mas para todos os desamparados) ajudando e abrindo mais espaço em melhorias, apresentou serviços inovadores.

Primeiro lugar em serviço de Coordenação da Mulher foi a Casa Eliana de Grammont.

A Coordenadoria da Mulher construiu uma casa (Centro de referência em Direção a Mulher), com uma equipe técnica, capacitada, multidisciplinar, para orientar e fazer a emancipação de mulheres.

Defensorias públicas duas vezes na semana atendem na casa, oficina de dança, teatro para fortalecimento delas. A Casa de Grammont atende desde 9 de Março de 1990.

Elas trabalham em rede, que encaminha as pessoas. São feitos de dez a vinte atendimentos diários com hora marcada. Situações de risco têm atendimento imediato.

O Projeto foi bem recebido e aceito. Todas participaram em uma conversa agradável e de aprendizado. Carlinda, Rita, Néia, Jandira e Débora saíram agradecidas, ficando em aberto quando se precisar do acolhimento de alguma vitima.                                Esquerda:  Rita, Maria Elisa, Néia, Carlinda, Jandira, Débora e Luiza

A cada duas horas, uma mulher é assasinada no Brasil

A cada duas horas, uma mulher é morta no Brasil. Na maioria dos casos, o assassino é o namorado, marido ou ex-companheiro, que mata dentro de casa, após já ter cometido pelo menos um ato de agressão. Os dados constam do Mapa da Violência de 2012 – Homicídio de Mulheres e mostram que, em uma lista de 87 países, o Brasil é o sétimo que mais mata. Em 2010, foram 4.297 casos ou 4,4 assassinatos por 100 mil habitantes.

Na comparação por faixa populacional, o Espírito Santo é o primeiro do ranking. Com taxa de 9,4 mortes, representa o dobro da média brasileira e o triplo do índice de São Paulo, o penúltimo da lista. O Estado do Piauí é o menos violento, de acordo com o estudo elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo, com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

No mapa das capitais, as Regiões Norte e Nordeste são as mais problemáticas. Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, por exemplo, têm mais de dez mortes por grupo de 100 mil habitantes. Na contramão, Brasília registra 1,7. Mas, seja qual for a região, as principais vítimas são, normalmente, mulheres de 20 a 29 anos.

A pesquisa é a primeira a registrar estatísticas regionais e, por isso, pode representar um marco na definição de políticas públicas. “Quando o assunto é violência contra a mulher, não existe uma fórmula pronta. Por isso, é importante conhecer as realidades locais, para trabalhar cada particularidade, especialmente as culturais. Muitas toleram uma agressão em ‘nome da honra’, por exemplo. De toda forma, qualquer que seja o trabalho, ele deve contar com a força policial. Foi assim que o Piauí se destacou”, diz Jacobo.

Diferentemente do cenário de violência masculina, a agressão contra a mulher dificilmente acontece no bar ou no local de trabalho, mas na residência, nas ruas ou mesmo na escola. Ainda segundo o estudo, o agressor usa, em 53,9% dos casos, armas de fogo.

Vamos Aprender lidar com essa situação busquem ajuda em nossas reuniões do Projeto Raabe.

O Estado de S. Paulo, 08-05-2012.